Pó de OURO é GLITTER E-mail de Venefredo Barbosa Vilar

Pó de ouro/gold dust/poudre d’or – A história de Silvânia Machado

(2a. Edição revista e ampliada).

Vi recentemente na internet, em diversos sites em inglês e em outros idiomas, a história da senhora Silvânia Machado, de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Nessa história há relatos das maravilhas que Deus fez e estaria fazendo na sua vida, tais como a cura do seu câncer, o óleo que é vertido das suas mãos, a água que se transmuda em vinho, e o pó de ouro que ela retira dos seus cabelos. Mas nada encontrei em português. Diante disso, resolvi relatar um pouco do que sei a respeito dessas maravilhas.

Chegada e fuga do casal

Em julho de 1999, fui escolhido pelo meu amigo Jr. para hospedar o casal Silvânia Machado e Luiz Rafael em minha casa, em Taguatinga, DF. Ela atenderia a uma programação de cinco dias em diversas igrejas evangélicas, a convite do meu amigo Jr., para contar o seu testemunho de cura e mostrar as maravilhas que Deus fizera e ainda fazia nela e por intermédio dela.

Em minha casa, ela e o seu marido ficaram somente uma noite. Não cumpriram a programação previamente combinada para exposição do seu testemunho. Para nosso desapontamento, saíram de nossa casa na manhã seguinte, inventando uma série de mentiras, e deixando-nos –– eu, minha esposa, minhas duas filhas e os seus maridos, e o meu neto de oito anos –– com a impressão de que nem eram cristãos. (O meu neto, talvez influenciado pelo Mister M, que estava na mídia brasileira naquela época, ao ver o fenômeno do pó de ouro na igreja, disse para o pai: Pai, aquilo é mágica!).

Antes de saírem, disseram a minha esposa que iam se hospedar na casa de sua amiga Valéria, porque não queriam dar-nos trabalho e despesas. Porém, logo em seguida tivemos notícias de que estavam na portaria de um hotel de onde ligaram para o meu amigo Jr. pedindo dinheiro. Posteriormente, ficamos sabendo que essa sua amiga Valéria residia em Goiânia, Goiás, distante mais de duzentos quilômetros de nossa cidade!

Em face da sua saída, resolvi submeter o seu pó de ouro ao teste do fogo. Queimou-se como se fosse plástico. Não era ouro, mas ao que tudo indicava, gliter, ou seja, pedacinhos de poliéster (plástico) dourado, que se compra em qualquer loja de armarinho.

De imediato entrei em contato com o meu amigo Jr., que me contou que, na noite anterior, após o culto e ainda na porta do salão onde se operara a maravilha da manifestação do pó de ouro, ela lhe dissera que não queria ficar na minha casa porque eu era incrédulo e iria atrapalhar o seu trabalho. (Até esse momento eu apenas a havia cumprimentado e feito a gravação do vídeo). Dissera mais: que estava passando fome em minha casa; que não lhe tinham dado nem água para beber; que não tinha TV no quarto; que o banheiro ficava muito longe da casa, e toda vez que precisava usá-lo tinha de pedir as chaves.

De fato, não havia TV no quarto, uma vez que só usamos TV na sala, pois minha casa não é hotel! O resto é tudo mentira.

Diante do qüiproquó, fugiram para Uberlândia, deixando o meu amigo Jr. constrangido perante os pastores das igrejas onde ela falaria nas quatro noites restantes.

2

O ouro que não é ouro

Nos dias que se seguiram, foi feita análise do pó de ouro pela METAGO, uma empresa especializada, em Goiânia, Goiás, Brasil, por solicitação do meu irmão W. e do seu filho E., que é pastor de uma igreja naquela cidade, onde ela estivera no mês de junho de 1999. A análise comprovou que não era ouro. Se você tiver uma porção desse pó de ouro (eu não o tenho mais), poderá fazer a prova do fogo, como eu fiz e como o fez o autor do laudo (o joalheiro Daniel Roberts, Virginia, USA), que ela exibiu por onde passou, dizendo ter sido feito num dos maiores laboratórios de Washington, e por um dos melhores geólogos do mundo. Nesse laudo, o senhor Daniel Roberts atesta que o pó é de ouro 24 quilates, e que cada partícula tem o formato de um sanduíche, ou seja, uma camada de ouro, uma camada de óleo e outra camada também de ouro. De acordo com o depoimento da senhora Silvânia, um laboratório do Canadá constatou que a terceira camada era de platina.

Vi também na internet que, em maio de 1999, no Canadá, na église Toronto Airport Vineyard, onde ela estivera, o pastor John Arnott também mandou analisar o pó de ouro. Constatado que se tratava de um filme plástico, sem traço de platina, prata ou ouro, impediu-a de continuar as suas apresentações, ficando somente na primeira das quatro programadas.

Esse testemunho ela não contou nas igrejas!

Seria maravilhoso se tudo que ela contou e mostrou na única noite em que se apresentou em Taguatinga fosse verdadeiro, mas não foi disso que ela nos convenceu.

À época, sugeri a ela, em carta entregue em mãos do presidente de sua denominação, com cópia para ele próprio (não sei se ele lha entregou), que permitisse fosse sua cabeça e cabelos examinados antes da manifestação, para que não houvesse dúvida de que o fenômeno era verdadeiro e não um truque, como estava parecendo. Desconfio que ou ela não recebeu a carta ou não aceitou a minha sugestão, porque na reunião seguinte, em uma igreja em Goiânia, pastoreada pelo presidente acima referido, ela procedeu da mesma maneira como já vinha fazendo. Correu uma notícia de que esse pastor, que conheço de longa data, teria examinado sua cabeça e cabelos antes da manifestação. Não deve ser verdade, pois ele me afirmou por telefone que não o fez.

Numa fita que tenho em meu poder, ela conta –– com a participação animada de seu marido –– que no aeroporto de Londres foi barrada pelo detector de metais e teve de dar explicações aos policiais: acabara de sair de uma vigília onde houvera a manifestação do ouro e o seu corpo estava coberto pelo pó. Pergunto a quem possa me responder: será que os detectores de metais londrinos são tão sensíveis que acusam até a presença de minúsculas partículas de plástico?

Já numa entrevista à revista Charisma (8/9/99), que tinha dois laudos atestando que o pó era de plástico, ela disse: To me, it doesn’t matter what it is as long as it’s from God. (A mim não importa o que é, contanto que seja de Deus).

Estou de pleno acordo com ela. Todavia, se era de Deus, não precisavam fugir como fugiram, nem mentir como mentiram.

A sabatina

Por um dever de consciência, viajei a Goiânia, no mesmo dia da fuga do casal, para contar ao presidente de sua denominação o que havia acontecido. Não o tendo encontrado, relatei tudo

3

ao vice-presidente que manifestou interesse em saber do ocorrido e promoveria a apuração da verdade. Quis, inclusive, saber se eu me disporia a depor perante a comissão de pastores que faria a apuração dos fatos. Concordei e fiquei aguardando a convocação, que nunca recebi.

Fiquei sabendo, no entanto, que, à vista do que eu havia constatado e relatado ao vice­presidente, e ainda à vista do laudo da METAGO, pastores de sua denominação religiosa submeteram-na a uma sabatina para apuração da verdade. O resultado dessa sabatina, conforme amigos me contaram, foi a sua aprovação. Diante do fato de que o ouro não era realmente ouro, ela explicou que no começo era, mas agora não sabia porque não era mais. E que o qüiproquó em Taguatinga acontecera porque havia ali um grupinho investigativo.

Se for verdade que o ouro que ela recebera de Deus deixou de ser ouro, a meu ver, deu-se aí uma transubstanciação de ré! Na Igreja Romana, o pão e o vinho transubstanciam-se em corpo e sangue de Cristo. Pelo menos é assim que o clero manda o povo crer. Na nossa história, o ouro dado por Deus à Silvânia transubstanciou-se em plástico! Eis aí um sério problema a ser resolvido pelos teólogos de sua denominação.

E mais. De acordo com a sua versão, devo concluir que Deus lhe deu a unção do ouro e ela saiu pelo mundo afora: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Londres, Suíça testificando essa maravilha. Lá pelas tantas, Deus transubstanciou o ouro em plástico e nada lhe revelou, deixando-a em apuros. Somente descobriu quando passou por minha casa. Não sei como os teólogos vão explicar isso também, porque essa situação compromete o caráter de Deus!

Disseram-me, ainda, que, embora aprovada na sabatina, fizeram algumas modificações na sua apresentação na igreja: a chamada unção do ouro passou a chamar-se unção dourada, e o pó de ouro que era recolhido pelo pastor na Bíblia aberta e distribuído entre muitos fiéis, agora era apenas soprado sobre eles, enquanto o pastor passava pelos corredores da nave do templo.

O laudo

Tenho em meu poder uma cópia do laudo elaborado pelo “homem da Virgínia”, digo, pelo joalheiro da Virgínia, Daniel Roberts, com quem consegui falar por telefone, em dezembro de 1999, por intermédio do intérprete R. Informou-me ele que analisou o pó de ouro num microscópio. Contou-me, ainda, que pôs fogo no material e que este se queimou. Confessou-me, também, que, apesar de ter atestado no laudo que era ouro, deixou de apor seu nome, endereço e assinatura, por não ter certeza de que o fosse. A cópia que tenho desse laudo foi obtida por intermédio de uma amiga que a surrupiou da gaveta de um pastor, que me afirmara não a possuir. O seu marido Luiz Rafael recusou-se a me fornecer uma cópia do laudo, que lhe pedi por intermédio do meu genro A., mandando-me procurá-la com o pastor presidente de sua denominação, não obstante terem dito na igreja que quem quisesse poderia obtê-la.

O curioso é que outro pastor em Goiânia assegurou-me que o pó era de ouro verdadeiro, pois um membro de sua igreja mandara examiná-lo e ficou constatado que era ouro mil, ou seja, ouro puro. Quando entrei em contato telefônico com esse membro, ele me contou que a análise tinha sido feita por um doleiro, o qual, examinando a olho nu o pó, atestara verbalmente ser ouro mil.

4

Uma particularidade

O laudo que tenho em meu poder é cópia do mesmo que a Silvânia exibiu e está gravado na fita de vídeo; neste, porém, não consta nem o nome, nem o endereço do perito. Naquela cópia pode se ver que houve uma montagem: puseram um cartão da joalheria sobre a cópia e a fotocopiaram. Daí a surpresa do senhor Daniel Roberts quando foi descoberto. Ele quis saber como consegui o seu nome e o seu telefone. Ele não gostou de saber da história da montagem que fizeram, revelando o seu nome e o seu telefone.

(Atenção! Nunca compre jóias do joalheiro Daniel Roberts: ele não sabe distinguir o ouro do plástico. Ao provar o ouro no fogo, nem atentou para o fato de que o ouro não se queima, apenas se funde sob alta temperatura!).

Fatos intrigantes

Sem pretender exercer juízo ou influenciar a opinião das pessoas sobre a origem do pó de ouro (agora não mais ouro, mas plástico), ou sobre o caráter da senhora Silvânia, quero registrar quatro fatos intrigantes, observados durante a sua passagem meteórica e atabalhoada por Taguatinga:

Um: Antes de sua preparação para a reunião da igreja e após a manifestação do pó, ela cumprimentava efusivamente as pessoas com abraços e beijinhos. Porém, após a sua preparação e antes da manifestação do pó, ela evitava as pessoas e as cumprimentava de longe. Recusou até carona no carro de minha filha S., preferindo ir no seu próprio carro à igreja, enfrentando à noite um trânsito desconhecido de mais ou menos 10 quilômetros pelas ruas da cidade. E à porta da igreja, ela permaneceu dentro do carro até chegar a hora da apresentação do seu testemunho. Quando a encontrei pela primeira vez, ela acabara de se aprontar e me cumprimentou com estranha frieza e prevenção. Ao me apresentar, ela olhou-me de lado e disse: Eu sei quem você é!

Dois: No seu depoimento, fazendo sua autodefesa prévia, à vista de possíveis questionamentos à manifestação do pó, ela disse a seguinte frase: “… pelo amor dos deuses!”.

Três: Ainda no curso do seu depoimento, não menos de 37 vezes ela repetiu as palavras: capeta e capetice!

Quatro: Em nenhum momento ela contou como e quando se deu a sua conversão!

Uma opinião pessoal

Diante da sua conduta e do modo como fez a retirada do pó do seu cabelo, após perguntar em tom de desafio ao auditório se queria ver um sinal de Deus, animo-me a dar um palpite. Acho que ela, com a ajuda do marido, pôs o gliter bem agasalhado no meio dos seus cabelos tintos de dourado, do lado direito, onde é maior o volume e de onde ela sempre o tira, e evitou contatos físicos com as pessoas para não pôr o truque a perder. Bem antes de começar o seu testemunho (ao final do qual, após a oração feita pelo seu marido pedindo a Deus a unção, retirou o pó dos cabelos), já eram vistos no seu rosto vários pontos brilhantes, revelando este fato que, antes mesmo que orasse e que Deus atendesse o seu pedido, o ouro já estava lá! Até hoje nos perguntamos o que o seu marido fez com o jornal que pediu emprestado ao meu genro

5

E., e levou para o seu aposento, onde ela estava se preparando. Ele não o devolveu e não o encontramos nem na lixeira nem em nenhum lugar do quarto. Tê-lo-ia

usado para cobrir o piso do quarto e não deixar evidências da fraude?

Esforços baldados

Sabendo que ela estaria em Goiânia no mês de agosto de 1999, e em consideração ao parentesco de minha esposa com o pastor da igreja que a receberia, viajei àquela cidade, acompanhado de duas testemunhas: meu genro E. e o meu amigo Jr., para alertar o pastor de que se tratava de uma fraude. Mas ele não aceitou o nosso testemunho, e a recebeu. Foi nessa igreja que ela me atribuiu o epíteto de demônio. E foi a um membro dessa igreja que o doleiro afirmou ser o pó ouro mil.

Tentei por diversas vezes esclarecer definitivamente os fatos junto a vários pastores que a receberam em suas igrejas, em Uberlândia e em Goiânia, mas só encontrei evasivas, mentiras, reservas e má vontade, parecendo-me que havia nisso tudo conveniência e conivência!

Além do laudo, tenho em mãos uma fita de vídeo, gravada na Igreja do Calvário, USA, em agosto de 1998; uma gravada em junho de 1999, numa igreja pastoreada por um sobrinho meu, em Goiânia; uma fita gravada por mim, em julho de 1999, por ocasião da passagem dela em Taguatinga; e uma gravada, em agosto de 1999, em outra igreja em Goiânia, pastoreada pelo primo de minha esposa, acima mencionado. Nesta igreja a Silvânia afirmou que em Taguatinga havia se hospedado na casa do demônio, referindo-se à minha casa, ou a mim.

Se alguém desejar esclarecer ou investigar o caso, e quiser ver esse material (laudo elaborado pelo joalheiro Daniel Roberts e fitas de vídeo), e ouvir o meu relato completo, bem como os dos meus familiares e do promotor da vinda dela a Taguatinga, entre em contato comigo.

O meu interesse é somente a verdade, uma vez que, como aprendemos com o Senhor Jesus, a mentira é de procedência maligna.

Por onde anda ela?

Não sei do seu paradeiro atualmente. Ouvi dizer que havia se mudado de Uberlândia. Se alguém souber de alguma igreja que vai recebê-la, avise-me, por favor. Quero revê-la!

Sou advogado aposentado, tenho 67 anos de idade e 49 de fé evangélica.

Por favor, por amor à verdade passe esse depoimento para frente. Se quiser publicá-lo em revista, em jornal ou na internet pode fazê-lo, sem ônus, desde que mantida a sua inteireza, permitidas apenas revisões técnicas e gramaticais. Pode inclusive traduzi-lo para outras línguas, especialmente para o inglês, já que o assunto está muito disseminado nos Estados Unidos.

6

Achei!

Na ausência de notícias do seu paradeiro, pensava que poderia estar presa, por causa das suas fraudes, pois a prisão é um bom lugar para trapaceiros. Todavia, após digitar esse depoimento, e entrar na internet, qual não foi a minha surpresa ao ver no site www.whatcofthelord.com a notícia de que ela estará nos dias 25 a 28 de abril de 2002, numa conferência em Charlotte, Carolina do Norte, USA. Nesse site consta também o seu endereço postal: Silvânia Machado, P.O. Box 49263, Charlote, NC 28277-0076, USA, site: www.goldenrevival.com, e-mail: info@goldenrevival.com

Infelizmente, lá não vou poder ir para revê-la.

Dois recados e um conselho

Porém, deixo aqui, um recado para ela e para o responsável pela conferência. Aceitem a minha sugestão. Ao responsável: que antes da manifestação do pó de ouro, e diante do público, peça a alguém para examinar os cabelos dela. A ela: quando for ministrar, use uma roupa de mangas curtas e tire os anéis dos dedos, para que não fique dúvida de que o aparecimento do pó não é produto de mágica ou truque!

(Olha que de mágica e truques eu entendo um pouco. Na minha mocidade eu também fazia água tornar-se vinho e vice-versa. Lia palavras ou frases que eram escritas e colocadas dentro de envelopes, sem necessidade de abri-los).

Agora um recado também para o senhor Daniel Roberts: por favor, jamais ateste uma coisa de que não tenha conhecimento. E quando o fizer e elaborar um laudo, ponha seu nome, endereço, data e assinatura. É assim que se faz coisa séria e honesta!

Embora conselho e água somente devem ser dados a quem pede, atrevo-me a dar um conselho aos líderes das igrejas: antes de entregar o púlpito a uma pessoa, submeta-a primeiramente ao crivo do bom senso, e certifique-se da veracidade dos fatos que ela pretende apresentar. Examine os seus antecedentes. Não exponha o povo de Deus aos aproveitadores da sua boa-fé. Eles estão aparecendo aos montes neste fim e começo de milênio. E, se porventura descobrir que foi enganado, não se esquive de contar a verdade ao seu povo.

Bem, se constatarem que de fato o pó é uma real manifestação de Deus (com letra maiúscula!), por favor, contem-me para que eu me penitencie, peça perdão a Deus e a Silvânia e confesse a todo mundo que estou errado.

Taguatinga, DF

Venefredo Barbosa Vilar

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s